Sunday, February 04, 2007

Tum, tum, tum...

American Music Awards
Versos pobres e picantes, poses sensuais e balançar a bundinha. Tendência mundial.[Sinal da cruz, três vezes]. Ontem à noite, tive o desprazer de acompanhar a entrega anual do prêmio American Music Awards (AMA), que destaca os "melhores" músicos norte-americanos. Criado em 1973 pela emissora da ABC, pertencente ao grupo Disney, os premiados são escolhidos com base em pesquisas feita diretamente com o publico.
Historinhas à parte, posso dizer que fiquei "boquiaberta" com o espetáculo que, só para situar os abençoados que não puderam ver, teve como alguns de seus apresentadores a "cantora" Britney Spears e a... ela é...a Paris Hilton (o que ela faz mesmo?). Luzes, trajes de gosto duvidosos e efeitos magníficos, como o ventilador que fazia com que as madeixas brilhantes e "totalmente naturais" das cantoras esvoaçassem, foram parte do circo que tentavam fazer daquela apresentação, de fato, uma apresentação.
Os "sucessos" do momento estavam ali. Beyoncé, Snoopy Dogg, Nelly Furtado, The Pussycats Dolls e mais um tantão de cantores que, creio eu, vendem CD pra caramba e fazem a Indústria Cultural lucrar muito. Nomes que, claro, também são bem conhecidos por aqui.
Não costumo escutar esses cantores, grupos e por isso não conhecia as letras e as performances apresentadas por eles. Basicamente, um misto de batidas de rap com letras que falam de sexo (com muito pouco conteúdo) e coreografias bizarras. Surpresa atrás de surpresas.
Sem querer ser moralista, penso no publico que escuta tudo isso. A sociedade americana é regada de conceitos aos quais cultuam o ser o melhor e desprezar totalmente os que não são tão bons. Pensei nas escolas e nos valores que essa cultura, das músicas, remete. E o pior, tendência lá, logo tendência aqui. Como já é.
Eu, ingenuamente, pensava que o funk carioca fosse um movimento que obteve sucesso com "pernas próprias", mas não é. Claro, nos EUA não há bailes funks, nem Tatis, porém a tendência da sexualidade e sensualidade exacerbada nas músicas está presente.Ela é a bola da vez, é o que faz a indústria cultural mundial lucrar. Triste, preocupante e perigoso.
Ah, a única coisa que salvou a noite foi o vídeo da banda Het Hot Chilli Pepers, no qual agradeciam comicamente o prêmio conquistado com um discurso clichê, em forma de rap. Só mais uma coisa, gosto de rap, funk (dos anos 70) e prefiro mil vezes a música brasileira. Imagem:The Pussycats Dolls-Divulgação

3 comments:

Claudia Lis said...

Olá Menina de Lah e daqui,

Gostei muito do seu texto. Há tempos deixei de assistir a MTV por esses motivos. Acho que a música ali perdeu a essência. Mas gostaria de fazer um comentário que difere um pouco do seu. Não para tentar lhe convencer, jamais, afinal esses são os seus argumentos e pensamentos, que respeito muito. Acontece que eu mesmo me surpreendi com algumas músicas que comecei a escutar nesse verão, que foi muito energético para mim. Estou falando da Beyoncé.

Vejo nela uma artista (musical) completa. Tem voz bonita e de qualidade, dança com princípios, fundamentos e disciplina de ballet clássico, compõe as letras e ajuda na direção dos vídeos. Os clipes são todos cheios de cores, figurino, cenário, dança, edição (cortes e integração som e imagem), mensagens subliminares... Ela é carismática, espirituosa, domina o palco e empolga o público.

Acredito que ela se diferencia da maioria das cantoras atuais da idade dela (Christina Aguilera, Britney, Pink, Rihanna, Jennifer Lopez e sei lá mais quem...), pois tem maturidade e conceito. Claro, admito que ela tem danças e letras apelativas. Mas se é para ser apelativo que faça direito e acho que ela faz.

Outra que eu acompanho desde que tenho 9 anos é a Madonna e para mim ela é um fenômeno imbatível. Não quero dizer que ela é a melhor cantora do mundo, mas que o conjunto do trabalho dela entre vídeos, dança, música, letra, cenário, figurino, shows, performances, personalidade, polemica, criatividade, entre outros é incomparável. Só quem conhece mesmo a carreira dela tem real noção da grandiosidade do trabalho. E desde a primeira vez que vi Beyoncé no clipe "Check On It" pensei: Meu Deus do Céu, quem é essa criatura? Finalmente surgiu alguém para tentar concorrer com a grandiosidade de Madonna. E é verdade, cada vez mais me surpreendo com as duas.

Enfim, muito bem pontuado tudo o que você falou e preciso concordar com a maioria. Lembrando que não vim defender a Beyoncé ou fazer você parar para repará-la, mas quis compartilhar essa minha ampliação de conceito musical, que está me fazendo bem. Como resolvi dar um pouco de vazão ao meu lado mais “Naughty Girl”, digamos assim, a música que me identifiquei foi a da naughty da Beyoncé. Ela é naughty, mas é também muito feminina. E isso é bonito!

Grande beijo moça

Claudia Lis said...

Oi Menina de Lah,

Tudo bem que esse seu tópico agora virou um Forum Virtual, né?! Heheheh... Foi super engraçado quando cheguei aqui e vi esse texto, pois foi justo quando eu havia acabado de postar um falando nela. Pensei assim: “Olha, ela não gosta da Bey, tadinha (da Beyoncé)! Buáááá, heheheh...”

Fiquei até curiosa para ver essa apresentação citada por você, mas pelo que conheço da Beyoncé, muitas outras (não todas) estão nesse nível. É como falei, sobre o jeito “naughty” dela no palco, se manifestando. As composições dela geralmente têm conteúdo apelativo, mas muitas também têm aquela frase meiga, que é exatamente algo de fofinho para se dizer ao namorado em um momento de carinho. Ela compõe muitas para o namorado, o famoso Jay-Z e por isso sai da alma. E as slowdowns, que eu mencionei no meu texto, têm letras mais bonitas.

Enfim, brincando, brincando eu estou querendo fazer você gostar da Beyoncé de qualquer jeito né Menina de Lah? - Como você chama? - Heheheh, brincadeira mesmo viu! É só para compartilhar, pois as artes e principalmente a música da Bey me deixam tão alegrinha. Mas agora, quero compartilhar também um pequeno texto dela que amo e acho a cara do meu texto “Minha Harmonia” (no Blog). Segue tradução:

Eu acredito que harmonias são cores.
Toda vez que eu pinto afia a minha harmonia.
Ontem eu tentei pintar você
Mas as cores não foram bonitas o suficiente
Seu amor vai além do que eu posso dizer
Com amor,
Beyoncé


E com carinho, Lis
Grande beijo Menina, Moça, Bela daqui de Lah e de qualquer lugar (“here, there and everywhere”)

Claudia Lis said...

Pronto Menina de Lah,

Adicionadíssima em minha casa virtual!
Estou colada com esse som da Bey na Fnac hein!
Também quero!
Aqui em Salvador não tem Fnac. Buáááá...
Heheheheheh...

Beijos