Sobre como transformar uma simples folhinha num belo palavrão

Estudei numa pré-escola bem arborizada. O EMEI "Cornélio Pires" se encaixava perfeitamente numa coroa de árvores enormes e cheia de folhas, que faziam sombra nos escorregadores, gira-gira, gangorras e balanças coloridas. Teoricamente, estudei nesta escola por 2 anos.
Digo teoricamente, porque só assistia mesmo as aulas quando minha mãe conseguia vencer meu escândalo costumeiro frente ao portão da escolinha.Ela me convencia indo com um belo cinto na cintura. Mas às vezes, ela não conseguia me convencer. E eu nem apanhava.
Enfim, além das árvores, a escola possuia aquelas coisas que qualquer escolinha poss
ui. A professora Roseli (a professora mais linda de todas), a minha gangorra preferida (era a vermelha), massinha de modelar, cantigas (As flores já não crescem mais...), e um pão com salsicha que eu detestava. E tinha mais uma coisa, a mais especial: as folhagens "Bunda mole".
Sim, sabe aquelas folhas amarronzadas, grandes, que vemos com bastante frequência pelas ruas, parques (se você conseguiu pensar em alguma, pode ter certeza que é essa mesmo.Ela é bem comum). Pois bem, eu adorava pisar naquelas folhas quando as encontrava nas mediações da escola.Eu quase sempre acertava, escolhia uma bem crocantezinha para dar um belo pulo com os meus conguinhas vermelho.Creeeeck...Que delícia. O segredo era saber escolher, aquelas que ficavam nos cantos escuros, perto de poças d'água nem valiam à pena.
Na verdade eu acho que aquela folha não chama "Bunda Mole". ela deve ter um nome científico e
