Sunday, March 15, 2009

Feliz Ano Novo

Acontece pra mim, o ano começa amanhã. Nesta bela próxima segunda-feira (que promete ser chuvosa) começa uma nova rotina um pouco diferente da que eu estava levando. Bem mais corrida. Daquelas que se precisa ser bem organizado (Coisa que não sou) pra conseguir cumprir tudo. Já posso até ver a cara de alguns amigos me dizendo "Tu te mete em cada enrascada", quando eu começar a dizer que não tenho tempo pra nada.

Eu bem que gosto disso, sabe. De não ter tempo de fazer nada, exatamente porque estou fazendo de tudo! De chegar em casa muito cansada, tomar um belo banho, cair na cama e dormir. Daí que não há tempo pra pensar besteiras, de supor coisas que não existem. Não haverá tempo.

Bom também, é que estarei fazendo coisas que gosto, coisas que acho que irei gostar e coisas que não gosto, mas que são necessárias. Tudo isso está me encorajando a fazer outras coisas, aquelas que eu tinha um pouco de receio de fazer.

Tenho 18 meses pra planejar o que farei depois. Com toda a calma que os esses dias irão me oferecer. Com todas as conquistas, aprendizado, pessoas, aborrecimentos, alegrias que virão junto com as provas, os textos, as broncas do chefe, os parceiros, os amigos, os passos de danças, o inglês, as festas, os ônibus lotados, o sol quente na cara, os pingos da chuva pelo corpo.

Espero que essa correria, não me empeça de enxergar cada um, cada história que passar pelo meu caminho, cada um que me oferecer a mão ou que segurar a minha mão que está aberta.

Start. Estou pronta. Pode começar.

Friday, March 06, 2009

Sobre aquela cachorrinha

Em homenagem à querida Laila - cadela que conheci na Unicamp e que sujou a minha roupa de barro antes da entrevista pra pós - o clipe dos meninos do Instiga. A Laila me fez abrir um sorriso do tamanho do mundo (o clipe dos meninos também)!
Aquela da cachorrinha - Instiga Instiga Música: Aquela Cachorrinha CD: "Tenho uma banda"

Sunday, February 22, 2009

Sobre a farsa de A.A.S.

Depois de milhares de encontros que A.A.S. tomou como meras consultas ou experimentos para sua vida, a interlocutora decide compartilhar da farsa. Veste a fantasia de psiquiatra e diz:

"No seu caso, meu caro A.A.S., esses ombros caídos nunca foram característica do que se costuma chamar de "carregar o mundo nas costas". Toda essa sua mudança corporal, que chegou a diminuir sua altura (e o seu caráter), é o mais puro sintoma de uma pessoa que quer melhorar o ângulo para olhar o seu próprio umbigo.

Sempre foi assim. Esses três anos comprovam.

Receito algumas pílulas de Ácido Acetil Salicilíco. Pílulas de você. Para que talvez você perceba o quanto é ácido o caminho daqueles que somente pensam em si."

Adeus

Friday, February 06, 2009

Sobre a Publicidade de Dona Almira

Já tinha ouvido falar de roubar jabuticaba do vizinho, de trazer da casa da Vó, do pai que trazia lá de Pindamonhangaba, da Maria que as pegava no pé da fazenda do trabalho, da menina de nariz pequeno que foi picada por um marimbondo no pé da fruta, das bolinhas pretas e graúdas que faziam tloc-pluf, tloc-pluf. Mas isso, não:
Tloc-Pluf, tloc-pluf
(Revista Piauí, Janeiro/2009)

Saturday, January 31, 2009

ãhn?

Millôr [...reverências]

Wednesday, January 14, 2009

Velhos escritos do Cerrado

O solo seco de Araguari. Queimadas. Essas altas e estranhas (pra mim) palmeiras ao longo da BR-050 em Minas Gerais. Pensei em JGR. Se esperasse mais uns minutos, naquele posto da beira da estrada, talvez batesse um papo com um Miguilim, Diadorim. Seria um daqueles papos de chuva fina em fim de tarde. Aquela que não sabe se chove ou se faz sol.
Talvez chegasse a contar pra ele que... “Sem você, meu amor, eu não sou ninguém”...
Na rádio toca Vinícius...

Mais 360 km. Estaremos em Brasília. (setembro/2008)

Sem você, meu amor, descobri uma coisa: Eu sou muito mais eu.

Sunday, January 11, 2009

Araca do Samba

Aracy de Almeida. Peca quem pensa que a mulher era somente aquela senhora não muito bonita, chata e de óculos estranhos que dividia a mesa de jurados com peças como o Homem do Sapato Branco, a Vovó Mafalda no programa Show de Calouros, de Silvio Santos. Essa é parte dos últimos anos de vida da cantora, que explicava sua participação no programa do Silvio, como uma forma de levar a vida e não ficar esquecida em velhos bolachões empoeirados.

Acontece que Aracy de Almeida pode ser considerada como uma das principais intérpretes das canções de Noel Rosa, grande amigo da cantora. Araca, como era conhecida pelos amigos, vivia rodeada por grandes intelectuais como Di Cavalcanti e Aldemir Martins e Pixingunha. Apesar disso, não mantinha pose. Aracy era livre, boêmia e desbocada, a ponto de mostrar os seios quando falavam de sua aparência física. “Sou feia, mas tenho peitinhos bonitos”, afirmava e, se preciso, provava.

Aracy de Almeida cantava samba como ninguém. Sambas dos bons. Aprendeu a cantar com hinos de igrejas e em terreiros de candomblé, até ser levada pras rádios em 1933. Dividia os holofotes com Carmem Miranda. Dizem que ao lado de Carmem, foi a maior cantora de samba dos anos 30 e a principal influência no modo feminino de cantar samba. Mesmo que muitos não saibam ou não queiram saber. Aracy está presente nas vozes de várias cantoras de samba do momento.

Thursday, December 18, 2008

Longe, lá de longe...

O Millôr, na verdade se chama Milton. No fim de sua adolescência decidiu que iria ser assim. O Yuri, amigo do Will, se chama Leonardo. Logo na infância decidiu que iria ser assim. Queria ser russo. O Millôr, junto com um tablete de chocolate, curou a minha angústia. O Yuri, espero conhecer. Quem sabe não tenha um tiquinho do humor e da filosofia de Millôr.
"Como são admiráveis as pessoas que não conhecemos bem"
(Millôr Fernandes)

Sunday, December 14, 2008

Sobre te encontrar tempos atrás....

É, hoje sim encontrei você. Era você, só que 10 anos atrás.
Só podia ser você, pois um menino de dez anos não abordaria alguém perguntado se aquilo que se está lendo é arte. "Eu gosto de arte, principalmente teatro", me disse você. Um menino de dez anos não se interessaria em saber quem é Burle Marx, não observaria a Bravo! desse mês com tanta sede. Era você, só podia ser. Eu vi, há dez anos você tinha o mesmo brilho nos olhos que tinha há alguns meses quando discutíamos música, cinema...Só podia ser você. Questionador. Perguntou o que eu conhecia, quais cidades, quais pessoas, quais lugares. "-Você já andou de metrô?". Não tive dúvidas, era você quando se orgulhou de mim. Quando se desprezou levemente, me irritando em notar que você já não enxergava sua capacidade. Só podia ser você, quando deixou a tia esperando pra pegar o próximo ônibus e conversar mais. Uma espécie de egoísmo sem maldade. Definitivamente, era você. Não duvide, era você. Um menino de dez anos, não teria os cabelos meio anelados partidos ao lado e sim, ensaiaria um moicano. Um menino de dez anos, procuraria roupas da moda, sapatos. Procuraria brinquedos, crianças, vídeo-games, computador, doces. “Salgadinhos amarelam os dentes, não obrigado”. E não perderia quase uma hora pra conversar com uma estranha, anos mais velha, numa rodoviária fria de uma cidadezinha do interior. É sempre bom conversar com você, mesmo que agora só te encontre 10 anos atrás.

Monday, December 01, 2008

7° Dia de BOM Astral: O dia começa mais ou menos assim

“Eu quero quero um canto de paz,

o canto da chuva,
o canto do vento
a paz do índio,
a paz do céu,
a paz do arco-íris,
a cara do sol,
o sorriso da lua junto à natureza
em comunhão...
Eu to voando feito um passarinho,
ziguezagueando feito borboleta,
to me sentindo como o canarinho,
eu to pensando em minha violeta,
eta, eta, eta eta eta...
eta, eta, eta eta eta...
O som da cachoeira me levando,
as águas desse rio me acalmando...
o som da cachoeira me levando,
as águas desse rio me acalmando..."

Friday, November 28, 2008

Sobre o 4º Dia de Inferno Astral

As árvores que D. Pedro II mandou botar lá no jardim do meu trabalho não me fazem bem. Prefiro mesmo é arrastar os chinelos à favor do vento e com os cabelos bem alvoroçados pela Brasil.
(...)
Sabe quando você está triste, mas triste mesmo. Quando te dá aquele nó na garganta, os ombros pesam, a boca fica seca, os olhos molhados e você comprova que todos os seus órgãos estão funcionando, pois você pode sentir cada um trabalhando? É quando a lágrima vai se formando e no momento exato que ela vai cair, o telefone toca, o MSN acende, alguém aparece na porta da sala de surpresa. Ele (ou ela) aparecer só pra saber se você está bem, ou pra dizer um “oi linda”. Sabe como é? Gosto de pensar que um anjo, Deus, Jah, Buda, Santa Maria Pinta e Nina, ou sei lá quem usou um ser humano pra não deixar aquela maldita lágrima rolar. É bobo, mas ando pensando que é assim.
(...)
O que é pior? Ter sono de tanto chorar ou ter insônia de tanta preocupação?
(...)
Agora ninguém pode estar diferente. O bonzinho não pode estar furioso, o magro não pode estar meio gordinho, o de cabelo liso não pode estar enrolado, o de ferro não pode estar fraco. É difícil, hein!
(...)
Concentração é uma coisa que não existe na minha pessoa.
(...)
O mundo anda tão complicado ou o Renato Russo e eu não entendemos nada mesmo, mesmo que desenhem? PS. Não estou carente e nem de TPM

Friday, November 14, 2008

Se conselho fosse bom....

Frase da Semana:

-Ah, todo mundo sempre se aproveita de você!! Se aproveite dos outros agora também!! (conversa via msn, dias desses)

...é o mundo percebendo o meu lado mais Cirilo.

Saturday, November 08, 2008

Sunday, October 12, 2008

El olor de la Madurez Humana

Fábulas Pânicas - Alejandro Jodorowsky

Thursday, October 09, 2008

Brazilian Ten String Guitar

Terça passada, prestigiei mais uma vez, o trabalho de Ivan Vilela. Pra quem não conhece, o rapaz é um músico fenomenal. Toca uma viola que é uma proeza. É arranjador da Orquestra Filarmônica de Violas (divino), professor da USP e pesquisador da cultura popular. E o mais importante: uma pessoa simples e doce de dar gosto.

Pra quem precisa de referências midiáticas , o moço está na revista Bravo do mês de Setembro, indicado como favorito pelo músico Almir Sater. " O Ivan é um pesquisador que mistura viola com orquestra, mas não age assim pra chegar ao público erudito. Guia-se pelo coração. Na verdade, a platéia que curte viola se emociona tanto com as coisas mais singelas quanto com as mais rebuscadas. o caipira não é preconceituoso e até gosta de ouvir a viola de um modo diferente, porque acha que isso a enobrece. Todos os temas que já escutei do Ivan são bonitos...." (Almir Sater, Bravo. Setembro, 2008.)

Concordo plenamente com o Almir. Qualquer um que tenha um pedacinho de coração do lado esquerdo do peito se emociona com o som que ele tira da viola. Ah, e ainda, no show (ou canjão do IA), tinha uma menina tocando rabeca. Eu, sozinha em meio ao povo da Unicamp, dizia em voz alta: Que lindo, que lindo.

No fim do show, humildemente entreguei o nosso (meu, de Renatinha e Ina: As 3 Meninas) documentário pro Ivan. Dentro havia um pequeno bilhete com uns dizeres que a timidez impedia de dizer. Ivan, gentilmente, afirmou que só aceitaria o presente se fizéssemos uma troca: me presenteou com um CD com parte do show que ele apresentara no IA da Unicamp.

No encarte do CD, em meio à agradecimento para amigos, familiares, lê-se: Á Nhá-Chica, São Bene

dito, São Gonçalo, São Longuinho. Ao João Guimarães Rosa, mais uma vez e sempre.

João. Tinha que ter o João no meio. Sabe que só agora eu percebo o quanto ler "Primeiras Estórias” me influenciou. E muito mais do que esse codinome que uso no blog, mas na forma de compreender as pessoas, o mundo, suas diferenças.

João Guimarães Rosa, mais uma vez e sempre.

E Ivan na viola, por favor.

Monday, September 22, 2008

Em Brasília, 17hs e 38 min !

Não sei como tudo está aí. Só sei que aqui no centro do país o filme do Renato Tapajós ganhou destaque no caderno de cultura do Correio Brasiliense. Tudo isso no domingo, dia de maior circulação do jornal (que diga por passagem, um dos melhores jornais do país pra se trabalhar)! Fora isso, há um festival de cinema Europeu. Tudo muito legal e proibido pra mim que aqui, trabalho na parte da tarde.
No mais já aprendi que em Brasília, as ruas são largas e que tem uma tesourinha (espécie de rotatória) que pode te levar pras principais vias da cidade. Eixão, Sul, Norte, W3..Tem também que a L4, que nos leva até a UNB. À princípio tudo muito doido, mas depois de um dia rodando pela cidade, nota-se que tudo é muito organizado. Ah, o eixão fica interditado no domingo. Carro nem pensar. Só ciclistas e pedestres. E é verdade, os carros param na faixa para os pedestres!
O clima, dizem que é seco. Daqueles de fazer o nariz sangrar. Mas estamos com bastante sorte. Todos os dias chove a tardinha. Apesar desse "deleite", acordo de madrugada com muita sede! (não bebi, juro).
As pessoas daqui são simpáticas, bonitas, diferentes...Uma mistura diferente. Ah, todo mundo nota que somos paulistas. (Acho que é pela cor desbotada). Todo mundo é muito gentil, já tô até devendo aqui no restaurante e devo também pros meninos do quiosque do hotel.
Hoje no shopping (porque lá é o lugar mais barato pra se alimentar) percebi que os jovens trabalham de terno. As meninas muito bem arrumadas! E eu, arrastando chinelos, como sempre!
Ouvi milhões de vezes a seguinte frase: Brasíla é um bom lugar pra se trabalhar e estudar! Salários altos e boas universidades.
Ainda não encontrei nenhum político, mas já me avisaram que a dona Marisa, primeira dama, frequenta o salão de cabelereiro do nosso hotel. Se o hotel é chique? Não, ele deve ter sido, mas isso lá nos tempos da fundação de Brasília. Há quase 50 anos.
Por enquanto, ainda continuo dizendo que quero morar aqui.
Ah, Brasília é uma ilha, eu falo porque eu sei (depois explico o porquê)
Ainda não vi mendigo nas ruas. (mas me disseram que há sim). Eu acho que a Embrapa pagou pra eles sumirem das ruas. Acho mesmo!!

Saturday, September 20, 2008

Brasília

Catedral de Brasília
Que os anjos nos dêem forças pro trabalho da próxima semana!

Saturday, September 06, 2008

Perto do "Rio de Piracicaba"

Piracicaba? Adoro de paixão. Nem sei o porquê, só sei que adoro, muito.
...Podia até parecer que estava ali na janela do quarto do hotel, fotografando. Mas agora só me vejo lá na cestinha do balão. Voando. [Dor]...

Wednesday, August 13, 2008

Chen Tê ou Chui Ta?

A bondade é impossível, num mundo monitorado pelo egoísmo (li por aí)

A boa alma de Setsuan, de Bertold Brecht, conta a história de Chen Tê - prostituta moradora de Setsuan -, única pessoa da cidade a aceitar abrigar por uma noite os deuses que descem à Terra. Em retribuição à estadia, as divindades pagam Chen Tê que, com o dinheiro, consegue abrir uma tabacaria para se sustentar, largando a prostituição.

Temendo ser alvo de aproveitadores, a personagem se disfarça e adquire a identidade de Chui Ta, que se apresenta como primo da ex-prostituta. Assim, Chen Tê adquire uma personalidade oposta da sua. Enquanto que Chen Tê é incapaz de dizer não, sua versão masculina é um sujeito rígido com os negócios. Ele consegue afastar os miseráveis da cidade que vivem a lhe pedir favores.

Chen Tê se disfarça apenas para que os outros não façam mal à ela. Só quando está vestida de homem é que consegue impedir que os outros a enganem. (Baseado em texto da Revista Bravo).

PRECISO URGENTEMENTE ME TRANSFORMAR EM CHUI TA. MAIS UMA DESSAS DE LASCAR O CANO (COMO DIRIA O MEU PAI), EU NÃO AGUENTO (MESMO SE A MINHA VIDA TIVESSE SEMPRE O BOM HUMOR DE UMA PEÇA DE BRECHT)!

Monday, August 11, 2008

Congestionamento Militar

TPM. Viagem pílula pra São Paulo. Congestionamento? Acreditem, só esse daqui de Campinas.

Pouca paciência e muitos minutos perdidos atrás desse povo