Thursday, August 20, 2009

Tuesday, August 04, 2009

No confessionário

Sabe quando você sabe que não deve fazer aquilo?
Sabe quando você sabe que não deve fazer?
Sabe quando você sabe que não deve?
Sabe quando você sabe que não?
Sabe quando você sabe?
Sabe quando?
Sabe?

Pois é. Eu sabia. Eu fiz, eu confesso.
Eu me rendo!

Saturday, July 25, 2009

Primeira lei de Newton

Sem vontade nenhuma de fazer coisa alguma. Assim, desafio Newton com essas palavras. Já que ele dizia que um corpo parado tende a ficar parado, se não houver nenhuma força agindo sobre ele, faço um experimento. Esse ridículo texto seria a força (F) que movimenta os meus dedinhos, na esperança que de criar um movimento retilíneo uniforme (MRU) que me ajude a terminar um outro texto que é sério e urgente.

Sunday, July 19, 2009

Cambiar!

E sei lá no que isso vai dar!

Sunday, June 21, 2009

Saturday, June 20, 2009

Pra não dizer que não falei das flores...

... e do nosso diploma de jornalismo: eu acho mais ou menos assim.

Sunday, June 14, 2009

Sobre um pedido

Ela, a alma, só almejava uma coisa. Aquilo que mais gostava de fazer no intervalo maior entre as aulas. Deitar no palco daquele lugar que ela costumava chamar de "arquibancada grega". Era um deitar diferente, porque ela precisava manter os pés bem firme no chão, pra que aqueles raios de sol que surgiam por entre a copas das árvores não dividisse, dispersasse o pensamento. Deitar, fincar os pés no chão e entender a maneira correta de viver(ou a menos errada). Aquela maneira que fizesse com que as pessoas que por algum momento foram atrizes e atores principais no palco da vida dela aceite que hoje, elas tem um papel de menor presença e que isso não significa menos importante ou menos especial. Como conseguir mostrar e escutar delas, tudo o que estão aprendendo e o que estão ensinando, se pode-se sentir a mágoa (se é que é esse o nome desse sentimento pesado) da distância que enche de neblina um sorriso, um abraço. Como fazer com que toda a alegria em reencontrar essas pessoas, não fique engasgada. Mas amanhã é segunda-feira. Dia que ela pode deitar na tal arquibancada grega, aquecer as ideias. Tudo ficará bem. Tudo ficará bem. "Aqueles que passam por nós não vão sós, não nos deixam sós. Deixam um pouco de si, levam um pouco de nós". Antoine de Saint-Exupéry

Thursday, June 11, 2009

Domingo no Parque II - Criança da Megalópole

Isso é o que acontece quando as crianças que acham que o leite vem da caixinha e que a água nasce da torneira, encontram as galinhas d'angola do Parque da Água Branca(SP).
Clique na imagem para ver melhor

Sunday, June 07, 2009

Domingo no Parque I - éeehh...

Sexta, sábado e domingo trabalhando em São Paulo, em evento de comemoração do aniversário de 80 anos do Parque da Água Branca. Eis que entre os homenageados está um dos primeiros diretores do parque. Um senhorzinho (não lembro o nome!), de 92 anos que afirmou algo que teimo em dizer que não me atingiu.

Não é porque esqueci o nome de um daqueles corações lindos com sotaque de Santos, que passam rapidamente pela nossa vida e que estamos sem encontrar há quase 3 anos, que vou dizer que sofro do tal mal. Não vou.
"Hoje em dia, as pessoas sofrem do mal do esquecimento. Eu vejo aqui no parque amigos que fiz ao longo da vida. Lembro do nome de cada um. Desse mal eu não sofro"

Saturday, May 30, 2009

Tempo, tempo, tempo mano velho!!!

São só 30 dias. Tá doendo. Eu vou aproveitar cada conversa. Vou observar ainda mais cada detalhe da retina dos olhos, dos sorrisos, do som da voz, cada conselho, cada aperto de mão e abraço. A realidade é que tudo será diferente e que o privilégio da compania dessas pessoas serão mais escassos. Dói, mas é necessário prosseguir. É o coração, velho. É o coração.

Sunday, May 24, 2009

Sobre o bem que a dança me faz

No descompasso dos seus passos
Me tomou pelas mãos
Fechou a saída lateral
E invadiu a minha vida

Não temo a caminhada desse malandro,
Pois sei que ao final dos meus dois giros
Lá está ele pra me equilibrar (ou desiquilibrar)

Escreve Vinícius, toca o samba seu moço
Canta que a tristeza aqui não é Senhora
A dona aqui é a alegria do contratempo
Contratempo que não respeita os números ímpares:
19,27,1

Canta Cartola, toca seu moço
Dança malandro, me encanta
Que esse samba não pode acabar
(e eu já não quero mais trocar de par)

Sunday, May 10, 2009

Sobre a fala que poderia ser minha

Sou rancorosa. Lógico que rejeito o sentimento e me policio: "Vamos largar de besteira!".No entanto... Ressinto-me igualmente de não ter mais disponibilidade para os amigos e a família. Às vezes, exagero na reclusão. Distancio-me de meus afetos. Quando penso nos colegas que se foram e na atenção insulficiente que lhes dediquei...(...) Convivi tão pouco com (...)Sorte que, às vésperas de morrer, ele me mandou uma carta, comovido. Falava de coisas doces. Foi provavelmente a última carta de redigiu. A vida não passa disso, de um demorado adeus.

(Fernanda Montenegro em entrevista para a revista Bravo!)

Obs: Descanse em paz, querido Lemones!

Thursday, April 23, 2009

Sunday, April 12, 2009

Cheshire cat!!!

- Nós aqui somos todos malucos. Eu sou maluco. Tu és maluca...
- Como é que sabes que sou maluca? - perguntou Alice. 
- Tens de ser - disse o Gato.
- Se não fosses, não terias vindo para aqui. (...)"
Muito doido!!!

Sunday, April 05, 2009

A dedicatória

Procura aquela caneta. Estabilo marron, a preferida. Com letras arredondadas, ela escreve para aquele de pele límpida e que cheira a sândalo. Aquele que para doar amor sem anonimamente, pintava-se de palhaço:
"A beleza se revela quando,
mesmo sem se tocar,
duas almas se reconhecem."
Você é uma das almas preferidas pela minha nesse universo. Esse é o sentimento X do qual eu falava....

Saturday, March 21, 2009

Sobre os três

Ela, ele e Chet

A respiração se acalmava. Não se sentia o frio daquela serra. Era somente o som de Chet, a meia luz e os dedos da mão dele que "teclavam" sua perna harmoniosamente ao som daquele jazz.

A moça olhava os seus pés. Os calcanhares que descalços ensaiavam passos de maracatu, agora relaxavam o peso de um dia de trabalho, quase por cima do laptop que emitia os acordes do trompete.

Não precisaram de conversa, palavras, letras na canção. Não se precisou de um pouco de álcool ou outro tipo de droga para que relaxassem e deixassem cair a máscara que encobre os que começam a se conhecer. Eles se mostraram. Os três. Ela entendia o que eles queriam dizer. Ela entendia quem eram eles.

Respeitavam-se e sentiam-se acolhidos por aquele respeito. Ele nos braços dela. As mãos dela em um cafuné, as dele tocando Chet nos braços, pernas da moça. E Chet se mostrando em cada faixa daquele CD.

Pensou nele, mas pensou muito mais nela e na forma como pensar nela era respeitoso. Tanto pra ele, quanto pra ela. E ela se apaixonou por ele. E ainda mais por ela. E um tanto por Chet Baker.

(Imagem:Helima e Chet Baker por Willian Claxton)

Sunday, March 15, 2009

Feliz Ano Novo

Acontece pra mim, o ano começa amanhã. Nesta bela próxima segunda-feira (que promete ser chuvosa) começa uma nova rotina um pouco diferente da que eu estava levando. Bem mais corrida. Daquelas que se precisa ser bem organizado (Coisa que não sou) pra conseguir cumprir tudo. Já posso até ver a cara de alguns amigos me dizendo "Tu te mete em cada enrascada", quando eu começar a dizer que não tenho tempo pra nada.

Eu bem que gosto disso, sabe. De não ter tempo de fazer nada, exatamente porque estou fazendo de tudo! De chegar em casa muito cansada, tomar um belo banho, cair na cama e dormir. Daí que não há tempo pra pensar besteiras, de supor coisas que não existem. Não haverá tempo.

Bom também, é que estarei fazendo coisas que gosto, coisas que acho que irei gostar e coisas que não gosto, mas que são necessárias. Tudo isso está me encorajando a fazer outras coisas, aquelas que eu tinha um pouco de receio de fazer.

Tenho 18 meses pra planejar o que farei depois. Com toda a calma que os esses dias irão me oferecer. Com todas as conquistas, aprendizado, pessoas, aborrecimentos, alegrias que virão junto com as provas, os textos, as broncas do chefe, os parceiros, os amigos, os passos de danças, o inglês, as festas, os ônibus lotados, o sol quente na cara, os pingos da chuva pelo corpo.

Espero que essa correria, não me empeça de enxergar cada um, cada história que passar pelo meu caminho, cada um que me oferecer a mão ou que segurar a minha mão que está aberta.

Start. Estou pronta. Pode começar.

Friday, March 06, 2009

Sobre aquela cachorrinha

Em homenagem à querida Laila - cadela que conheci na Unicamp e que sujou a minha roupa de barro antes da entrevista pra pós - o clipe dos meninos do Instiga. A Laila me fez abrir um sorriso do tamanho do mundo (o clipe dos meninos também)!
Aquela da cachorrinha - Instiga Instiga Música: Aquela Cachorrinha CD: "Tenho uma banda"

Sunday, February 22, 2009

Sobre a farsa de A.A.S.

Depois de milhares de encontros que A.A.S. tomou como meras consultas ou experimentos para sua vida, a interlocutora decide compartilhar da farsa. Veste a fantasia de psiquiatra e diz:

"No seu caso, meu caro A.A.S., esses ombros caídos nunca foram característica do que se costuma chamar de "carregar o mundo nas costas". Toda essa sua mudança corporal, que chegou a diminuir sua altura (e o seu caráter), é o mais puro sintoma de uma pessoa que quer melhorar o ângulo para olhar o seu próprio umbigo.

Sempre foi assim. Esses três anos comprovam.

Receito algumas pílulas de Ácido Acetil Salicilíco. Pílulas de você. Para que talvez você perceba o quanto é ácido o caminho daqueles que somente pensam em si."

Adeus

Friday, February 06, 2009

Sobre a Publicidade de Dona Almira

Já tinha ouvido falar de roubar jabuticaba do vizinho, de trazer da casa da Vó, do pai que trazia lá de Pindamonhangaba, da Maria que as pegava no pé da fazenda do trabalho, da menina de nariz pequeno que foi picada por um marimbondo no pé da fruta, das bolinhas pretas e graúdas que faziam tloc-pluf, tloc-pluf. Mas isso, não:
Tloc-Pluf, tloc-pluf
(Revista Piauí, Janeiro/2009)