Tuesday, June 26, 2007

Sobre "Look Both Ways"

Tão difícil olhar pros dois lados. Às vezes parece que ficamos com torcicolo e teimamos em olhar só pra um lado!! Vai entender...

Filme sensível, feminino e lindo! E a atriz principal lembra a minha amiga Manu "Flor" Pagotto!

"Olhe para os Dois lados"

Austrália,2005.

Direção Sarah Watt

Em cartaz até amanhã no Cine Paradiso!!

Wednesday, June 13, 2007

Sobre ganhar uns quilinhos

O Bolo de Santo Antônio
Hoje é 13 de junho, dia de Santo Antônio.
A Diretora de um departamento aqui do meu trabalho trouxe pães e bolo da Igrejinha de Campinas que tem o Santo como padroeiro.
Eu não tô muito a fim de casar agora, mas para não desagradar o Santo e nem a Diretora, resolvi experimentar a iguaria que possuia como escudo, um parede formada por funcionários e funcionárias cendentas e gritadeiras por um pedaço da "fézinha" doce.
Assim, preguiçosamente (eram 9 horas da madrugada)levantei da minha-super-cadeira-giratória e escolhi "aquele" pedaço de bolo.
Aquele pedaço nem grande, nem pequeno. Nem muito branco, nem tão douradinho.Nada de pontas.O pedaço certo, aquele que te hipnotiza fazendo com que você tenha medo, que a pessoa da frente escolha o SEU pedaço, sabe?
Ao desgutar, me deparei com um delicioso pão-de-ló branquinho, formado por uma massa aerada, levemente adocicada e de coloração clara. Ah..ele estava umidecido com calda de coco e coberto por um divino e cremoso doce-de-leite.Simples e delicioso.Não aguentei e peguei mais um pedaço, depois outros e mais um...
Não sei se Santo Antônio quer que eu case, ou se ele quer mesmo que eu ganhe uns muitos quilinhos a mais.Sinceramente, acredito na segunda opção.Será(Ui!)? Ah, deixa pra lá...
Ah..falando em casamento eu não posso deixar de registrar a frase curiosa com a qual me deparei enquanto decupava uma matéria de tele sobre Casamento Precoce.
"-Pretendo viver com o meu marido mais uns 50 anos. Isso se JESUS não voltar antes!"
Nada contra religião, crenças ou seja lá o que for (viva as diferenças!).Mas confesso que fiquei assustada ao ouvir isso.Eu e todo o pessoal da redação.
Amén!

Tuesday, May 22, 2007

Sobre coisas que só uma amiga faz por você

Querida “Ina Coca-Cola”
Eu, “menina-de-lah guaraná”, prometo que todas as vezes que eu for filmar qualquer tipo de vídeo [seja curta, longa ou festa de aniversário] principalmente aqueles que exijam “eixos” (com direito a duas voltas de 360°), solicitarei a sua ilustre presença como Diretora de Fotografia.
Eu sei, minha amiga, que é meio incomodo passar uma tarde inteira repetindo diversas vezes o movimento de câmera com uma equipe atrás de você, até acertamos todo os detalhes da cena. E ainda, ter de andar a passos de Tai Chi Chuan para impedir que a câmera teimosa tremesse.A cena era necessária.
Mas você é a única pessoa que eu confio para filmar qualquer coisa que eu faça, já que você é aquela que tem a mesma visão chata e minuciosa que eu tenho a respeito da fotografia e coisa e tal.
Foi chato, amiga. Mas acho que valeu a pena.
E eu tenho que agradecer pela sua paciência, porque no final, a minha já tinha ido pras cucuias.
Beijos agradecidos!! “Menina-de-lah-Guaraná”

Monday, May 07, 2007

Sobre super 8 e a menina do beijo

9°Festival de Curta Super 8 de Campinas
Acompanhei a programação de sábado, lá no Museu de Arte de Som de Campinas(MIS).Assisti uma palestra e vários filmes.
O curta "Caminho em busca de um tempo" de Carlos Canela, ganhou os prêmios de melhor roteiro e melhor finalização de video. Ah, e ganhou o meu voto no jurí popular. O curta "João e Maria" (esse não assiti, mas sei que foi feito por um jornalista) e o "No fundo do poço" (esse é muito bom também) empataram e dividiram o prêmio de melhor filme!
Tudo muito inspirador pro meu roteirozinho!
E que viva e sobreviva a cultura em Campinas!!
A menina do Beijo (durante a mostra)
Me diga. O que você faria se uma menina mandasse um beijo pro seu namorado? Sim, um beijo. Daqueles em que, em câmera lenta, a gente junta os dedinhos nos lábios vermelhos e atira, delicadamente, em direção a alguém... O que você faria?
Bom, eu vivendo essa situação lá na mostra, posso te dizer que só fui capaz de sorrir e considerar aquela garota "a mais simpática do mundo".
Tá. Mas eu Esperava que ela viesse nos cumprimentar de perto. Não veio.
Depois a ficha caiu.
Vi que ela não era tão simpática assim, tão pouco aquela saudação. Às vezes, ser tonta assim me irrita tanto!!

Thursday, May 03, 2007

Sobre botas sujas de terra vermelha

Juvenar, juvenar vem tirar o leite. São 6hs da manhã....

Nunca pensei que fosse acordar com mugidos de vaca às 6hs da madruga. Nunca pensei que fosse abrir a porta do quarto e dar de cara com um pasto (dormimos numa fazenda).Nunca pensei que fosse acordar assim e gostar. E nunca pensei que fosse ver tanto canavial, que fosse passar a mão em cavalos, vacas, boizinhos lindos.

Eu que nasci e passei parte da minha vida em São Paulo, achava que o contato maior que teria com esse meio rural seria ver umas galinhas nas chácaras de Sumaré. Mas acontece que passei os últimos dias na Agrishow, uma feira internacional de agronegócios que acontece anualmente na cidade de Ribeirão Preto. A Apta, lugar que eu trabalho participa desta feira.

Ribeirão é uma cidade linda, uma cidade média como outra qualquer, mas com um diferencial. Ela cheira a cana-de-açúcar. Aliás, eu nunca vi tanta cana-de-açúcar na minha vida. Adorei a cidade e moraria lá, sem nenhum problema!... Tudo bem que eu teria que viver passando filtro solar fator 497 e teria que agüentar aquela poeira de terra vermelha.... Mas mesmo assim, moraria lá felizona!!

E foram três dias de pleno aprendizado. Em primeiro lugar, porque minha chefe me deu uma aula prática de Assessoria de Imprensa que deixou as aulas da Ciça no chinelo. Aprendi também que uma boa sala de imprensa dá regalias como ar condicionado, computadores, comidinha, petiscos, telefone e uma série de agrados para os jornalistas.

Fora que aprendi que a vaca é o animal que tem o melhor hálito do mundo, porque ela é herbívora. Também aprendi que se você não cuida do umbigo da vaquinha quando ela nasce, ela se desenvolve com um calombo. Como se tivesse o umbigo pra fora, sabe?

Ah, também aprendi que não se lava o filtro de café com detergente. Sabe aquele filtro de redinha de plástico transparente? Então rapaz, o diretor aqui da empresa disse que não se deve lavar aquilo com sabão porque pode influenciar no gosto do café que depois alguém possa fazer. Eu não sabia.

Não sabia também que Marrã é o nome dado pra porcas que não deram cria, que tem uma raça de gado chamada Gir e Jersey e que o filhote de boi é garrote, uma coisa assim..eu acho. Coisas da roça. Eu gostei de mergulhar, temporariamente....

Múuuuu....

Monday, April 23, 2007

Sobre a "comilância" da Menina de lah

AMENdoim
Esse final de semana, o "meu menino" teve a coragem de pagar R$7,59 em um saco de meio Kg de amendoim Japonês. Ele, como eu, é um apreciador da iguaria viaciante. E ele, como eu, está tentando parar com esse vício.

Eu estou melhor. No ano passado era sagrado a compra de, ao menos, um pacotinho de 50 centavos de amendoim Mendorato por dia. Lembro que a Renatinha, conhecedora do meu vício, tentava me controlar dando a sugestão de comprar outra coisa, ou até mesmo dizendo pra eu não comprar.

Era irresistível. Sempre surgia uma moedinha redondinha, com um belo 50 prateado. Brilhando, gritando para que eu comprasse aquelas bolinhas salgadinhas e crocantes. Eu sacava a moeda do bolso e corria na mulher da pipoca, na lanchonete, na doceria, no Tonhão, na casa de lanches naturais, procurava o local que tinha a menor fila e adiquiria o pacotinho.

E mais, eu tinha outro acompanhante além do "meu menino". O Dinho sempre estava disposto a dividir ou até me presentear com um saquinho de amendoim. Hoje, com a distância, quando nos encontramos celebramos a velha amizade com um pacotinho de Mendorato. Ai, que beleza.

Talvez o período de menina-de-lah-devoradora-de-amendoins esteja voltando. Tudo me instiga para....
Semana passada comprei um pacotinho quando fui ao cinema com o menino. E dias desses, até escutei a Renatinha dizendo que estava louquinha por um amendoim. E agora, tem um sacão de 500 gramas de Mendorato está lá no quarto do meu namorado. O pior é que só vou vê-lo na quinta-feira. Será que o amendoim dura até lá? Sendo ele um viciado, eu duvido (viciada eu?!).
Ai, eu quero amendoin.
Imagens:
Amendoim Mendorato 1Kg!!!
Charlie Brown " O Minduim"

Sobre a minha capacidade de ser toltalmente transparente

O Mensageiro
Aquele ônibus 3.29 pedia a ruguinha típica no meu queixo. Aquela que teima aparecer logo abaixo do lábio anunciando que meus olhos irão receber como visita um líquido transparente e salgado.
Quem veio me visitar? Ah, era o mensageiro do coração. Veio com um recadinho de que aquele que pulsa musicalmente, de acordo com o rítmo da vida, pedia trégua. O tal líquido se mostrava insistente, desavergonhado e quente. Quase na temperatura do sol que queimava meu rosto na janela.
Ah, aquele responsável em enviar o líquido vermelho pelo meu corpo, estava cansado, indignado com a falta de tempo, com a incompreensão, com as cobranças, com a dor em todo o corpo, com falta de reconhecimento, com a infecção, com a mesquinharia, com os más vibrações, com a humilhação, com a falta de compreensão dele próprio com o mundo. Estaria ele errado? Estaria correndo na direção contrária?
Ele queria parar um segundo. Um segundo que durasse horas e horas, de modo que ele levitasse, meditasse, se desprendesse de todo esse peso. Ele queria parar, com o direito de voltar, sem más consequências.
Alguns minutos durou esse recado.
Sequei os olhos, levantei a cabeça. Dei o sinal para descer.
O coração está bem, está melhor. Foi a última coisa que o mensageiro disse.

Monday, April 09, 2007

Sobre ser uma paulistana totalmente parcial

Inocência
Sou suspeita pra comentar sobre o espetáculo teatral "Inocência", sobre os atores, sobre o texto, sobre a Compania de Teatro "Os Satyros", sobre a praça Roosevelt, sobre a magia do lugar. Sobre o pobre, nobre personagem Fadul.
Encantador.
Eu amo São Paulo, mesmo com mais de uma hora e meia da congestionamento. Amo aquela garoa fria.
Ah..sou suspeita pra falar disso também.
Quem puder, comprove. Veja o espetáculo e, quem sabe, ame minha cidade.

Thursday, March 29, 2007

Sobre o Tempo...

A rapidez em que passam os segundos me pressionam, "comprimem-me".
Perco centímetros de altura.
Mas a possibilidade que essa rapidez aumente, me instiga.
Penso querer ficar mais comprimida.
Quero a calmaria.
[Mas não resito. A agitação, a velocidade me seduz]
Imagem:Andrea Costas (Este ensaio vale a pena)

Wednesday, March 28, 2007

Sobre a minha capacidade de ver com os olhos, ouvidos e nariz

Eu, uma A.E. (aluna especial)
Unicamp, Instituto de Artes, barracão de Artes Cênicas. Um prédio muito diferente se comparado com com o belo edifício espelhado do Instiuto de Química. Por lá, tudo é simples, improvisado, encantador.
Por fora, mais um prédio da Unicamp, com as típicas bicicletas dos alunos que se recostam por todo o campus.Por dentro? Um emaranhado de informações, situações, sentimentos.Por entre os corredores-labirintos-estreitos do barracão avisto um pessoal que esperava alguma aula.
Cabeludos, cabeludas de saias indiana,garrafinhas de águas, bichos-grilos de todo tipo. Sempre achei o povo do IA mais colorido, mais cheio de vida. Eram rostos conhecidos de festas, lugares que eu frequento.Me sinto em casa.
O lugar é rico.Sons, sons e mais sons. Delícia. A cada porta, janela, um som diferente chegava aos meus ouvidos.O barulho de pés que ritmavam em uma espécie de tablado. Som de algum instrumento de sopro. Alunos que correm, brincam, ensaiam...não sei. Correm um átras do outro. Risadas, gargalhadas e sorrisos por quem passa por mim.Gritos.Uma "menina-mendiga" mendiga ao sair de uma sala.Um menino-faxineiro empurra um carrinho de supermercado (seria um aluno?). Demais.
Na minha sala, pessoas interessantes que, apesar da minha falta de conhecimento no assunto da aula, me acolhem. São artistas, de alguma forma eles são artistas. E eu sempre achei que os verdadeiros artistas são assim. Acolhem.
Acolhem como me acolheram os significantes e signficados contidos naquele barracão improvidado e embalado pelo ar tranquilo ecoado pelas árvores e bicicletas recostadas esperando que algum aluno a busque.
Com certeza ali, estou tendo muito mais que meras aulas.
Imagem:Cleide Elizeu. Unicamp-Barracão das Artes Cenicas-IA, 2007

Monday, March 19, 2007

"Venezuela, donde estas?...

...Não sei porque nessas esquinas vejo o seu olhar"
Desci as escadas do atellier da minha mãe, pensando somente no barulho que meu estômago fazia. Rua Gal. Osório. Eu sabia que logo à frente, tinha uma barraquinha de Hot Dog que poderia acabar com a sinfônia do meu estômago. Estômago que só tinha sido abastecido às 6 da madruga daquele sábado.
Avenida Francisco Glicério.Olhei para a barraquinha e lembrei que aquele cachoro quente não era do melhores."Que cante o meu estômago", pensei. O sinal abriu pros pedestres, prossegui.
Na outra esquina, uma outra dúvida. Sigo a General Osório, ou viro à direita, na Francisco Glicério? Olhei para os dois lados (lembrei que não ía encontrar nada legal pra comer na Gal. mesmo), sem saber o porquê, segui a Glicério.
Normal. Passos nem rápido, nem lento. Nem grandes, nem pequenos.Nada me incomodava. Nem o fato de estar descabelada, desarrumada, sem nem um batonzinho nos lábios, nada. Arrastava os chinelos pra que meu corpo se arrastasse até minha casa. Naquela tarde quente, que se não fosse os problemas que teimavam em matelar minha caixola, seria agradabilíssima.
Meu olhar se guiava às imagens que apontavam o meu nariz, desprezando os pedestres, as buzinhas dos carros, o som das lojas, o cheiro dos restaurantes e toda a poluição sonora típica do centro de Campinas.Mas, eis que algo me chama atenção.
Cabelos negros, cacheados, soltos, que moviam-se no ritmo daquela caminhada.Dois passos mais e percebo os traços finos, olhos, boca pequena, barba linda. Eu poderia desenhar o perfume que, com certeza, ele exalava . Aquele jeito tranquilo de andar.Quase flutuava.Ele sorriu surpreso.
Era mais uma de nossas coincidências. Aquele caminho, naquele horário, definitivamente não faz parte de nossa rotina.
Meu estômago parou de cantar. Até ele se aproximar, pude meditar. Consegui não pensar em nada.Somente sentir aquela criatura, que abriga e habita boa parte de mim, se aproximar e dizer as palavras que...poxa...indescritíveis.
A tarde mais gostosa. o princípio de um fim de semana delícioso.
Coincidências, surpresas...tô começando a gostar disso.
Imagens:
Título e subtítulo: Canção Noturna-Skank

Wednesday, March 14, 2007

Meu meio-dia (que na verdade se passa por volta das 16hs)

Respirar, ler, purificar
Dou sinal para o "3.32" rumo a PUC.
Sento-me e pego a minha chave.
Mini-bolsinha-chaveiro-lembrança-da-lara.
Desamarro o nozinho de couro.
Um pequeno papel.
Abro. Leio duas, talvez mil vezes.
"Eu sinto que sei que sou um tanto bem maior"
"Eu sinto que sei que sou um tanto bem maior"
Já é hora de descer.
Garoa fina, fria. Delícia.
Andar.
H04, seu Rey, menino toca violão, Jú canta.
Está tudo bem.
Eu estou bem, meu bem.
Imagem:Cleide Elizeu.Show O Teatro Mágico, 2006.

Tuesday, February 27, 2007

Folhas "Bunda-Mole"

Sobre como transformar uma simples folhinha num belo palavrão

Estudei numa pré-escola bem arborizada. O EMEI "Cornélio Pires" se encaixava perfeitamente numa coroa de árvores enormes e cheia de folhas, que faziam sombra nos escorregadores, gira-gira, gangorras e balanças coloridas. Teoricamente, estudei nesta escola por 2 anos.

Digo teoricamente, porque só assistia mesmo as aulas quando minha mãe conseguia vencer meu escândalo costumeiro frente ao portão da escolinha.Ela me convencia indo com um belo cinto na cintura. Mas às vezes, ela não conseguia me convencer. E eu nem apanhava.
Enfim, além das árvores, a escola possuia aquelas coisas que qualquer escolinha possui. A professora Roseli (a professora mais linda de todas), a minha gangorra preferida (era a vermelha), massinha de modelar, cantigas (As flores já não crescem mais...), e um pão com salsicha que eu detestava. E tinha mais uma coisa, a mais especial: as folhagens "Bunda mole". Sim, sabe aquelas folhas amarronzadas, grandes, que vemos com bastante frequência pelas ruas, parques (se você conseguiu pensar em alguma, pode ter certeza que é essa mesmo.Ela é bem comum). Pois bem, eu adorava pisar naquelas folhas quando as encontrava nas mediações da escola.Eu quase sempre acertava, escolhia uma bem crocantezinha para dar um belo pulo com os meus conguinhas vermelho.Creeeeck...Que delícia. O segredo era saber escolher, aquelas que ficavam nos cantos escuros, perto de poças d'água nem valiam à pena.
Na verdade eu acho que aquela folha não chama "Bunda Mole". ela deve ter um nome científico estranho como "nadegas Molis", ou coisa assim. Só aquele Hugo, um menino pestinha do jardim de infância, chamava a pobre folha de bunda, e mole. -Olha lá, ela pisou numa "bunda mole". Ele dizia e todos colocavam a mão na boca: -Ohhhh...ele falou um palavrão!! Eu tenho me lembrado muito deste palavrão: Bunda Mole. Em primeiro lugar, porque diaraimante piso em milhares de "bundas-moles" que a aparecem no caminho rumo ao trabalho. O meu trabalho é o antro de 'bundas-moles". Em segundo lugar, porque ando falando muito palavrão. E eles são feios, viu? Mas eu penso que são resultado de quatro anos de jornalismo e convivência com a minha amiga Renatinha. Normal, tende a piorar. Eu acho que nem sou tão mal educada, mal criada. A vida, o cotidiano, os problemas, as mentiras, a política, o hoje permite que certas palavras pulem da nossa boca, porra. A sociedade e nem as criancinhas não dizem mais "Oh" frente à um belo palavrão! Imagens:

Saturday, February 17, 2007

Arrasta a sandália....

Não se fazem sandálias como antigamente Indagações a fim de descobrir o problema das chinelas mordernas Essa semana, estava atravessando um a rua (ali na região do Castelo) e fui abordada por uma senhora que veio me questionar:
-Por favor, você sabe onde fica a Loja X (não lembro o nome)? É uma loja de sapatos. Respondi que não sabia. Então, a mulher se lamentou: -Olha, eu tava atravessando a outra rua e minha sandália arrebentou. Minha sandália não, a da minha irmã. Tinha pego emprestado. E assim percebi que a mulher arrastava o pé direito, numa tentativa de que o solado da sandália não saísse de seu pé. Seria uma forma de fazer com que o peito do pé daquela jovem senhora, não torrasse no asfalto sujo e quente das ruas de Campinas. Assim, terminamos de atravessar a rua e minha caxola se incomodou com o fato de as sandálias arrebentarem em demasia ultimamente. Semana passada, a minha irmazinha pegou uma rasteirinha emprestada e saiu.Ela ía se encontrar com a minha irmã mais velha, mas acabou se perdendo no centro da cidade. Para se localizar, ela ligou aqui em casa. Papo vem, papo vai e, minha irmã, enquanto atravessava a rua, indagou:
-Ai, eu não acredito!!
E a história se repetia, agora na Campos Salles. A coitada estava atravessando a rua e a sandália arrebentou. Eu não me aguentava de tanto rir....hauahua...Mas enfim, a Kamilla, sentou na calçada da Auto Escola Catedral e teve que esperar minha outra irmã buscá-la. Ela ganhou uma sandália nova. E eu fiquei sem a minha rasteirinha. E para fechar a história na Revista Metropole, publicada no jornal Correio Popular do domingo passado, a coluna da Sheila Roseli continha a mesma história. A jornalista teve sua sandália quebrada no meio da rua. Qual será o problema dessas sandálias modernas? Será que a cola usada não cola tão bem quanto a cola de antigamente? Será que os fabricantes de sandálias estão fazendo um complô para que quebremos nossas sandálias periodicamente, para que compremos as novas sandálias da Ivete Sangalo?Será que eles não sabem que a grande maioria das mulheres adoram ter diversos pares de sapatos diferentes e, por isso, não deixarão de comprar os lançamentos? Meu deus, onde estão os fabricantes daquelas sandálias Ortopé, de couro marron, que usavamos quando eramos pequenos? Alguem se recorda de alguma criança as tiras das suas sandálias horrendas quebradas no meio da rua? Eu não me lembro. E confesso, ando com receio de arrastar minhas sandálias por aí... Imagens: http://www.transoxiana.org/0104/Images/sandalias1.jpg http://www.beautyfashion.hpg.ig.com.br/chinelo.gif

Monday, February 05, 2007

Visões de Madame Esperancinha..

Capricórnio Você sabe que começou uma era em que sua alma terá de, novamente, depositar confiança nos relacionamentos humanos, mas ante isso ressuscitam os medos de outrora, resultantes das traições e mentiras que aconteceram.(Horóscopo-Oscar Quiroga.Correio Popular).
Não sou de acreditar muito nisso, mas quem me conhece tem que concordar que caiu como uma luva, não é?

Sunday, February 04, 2007

Tum, tum, tum...

American Music Awards
Versos pobres e picantes, poses sensuais e balançar a bundinha. Tendência mundial.[Sinal da cruz, três vezes]. Ontem à noite, tive o desprazer de acompanhar a entrega anual do prêmio American Music Awards (AMA), que destaca os "melhores" músicos norte-americanos. Criado em 1973 pela emissora da ABC, pertencente ao grupo Disney, os premiados são escolhidos com base em pesquisas feita diretamente com o publico.
Historinhas à parte, posso dizer que fiquei "boquiaberta" com o espetáculo que, só para situar os abençoados que não puderam ver, teve como alguns de seus apresentadores a "cantora" Britney Spears e a... ela é...a Paris Hilton (o que ela faz mesmo?). Luzes, trajes de gosto duvidosos e efeitos magníficos, como o ventilador que fazia com que as madeixas brilhantes e "totalmente naturais" das cantoras esvoaçassem, foram parte do circo que tentavam fazer daquela apresentação, de fato, uma apresentação.
Os "sucessos" do momento estavam ali. Beyoncé, Snoopy Dogg, Nelly Furtado, The Pussycats Dolls e mais um tantão de cantores que, creio eu, vendem CD pra caramba e fazem a Indústria Cultural lucrar muito. Nomes que, claro, também são bem conhecidos por aqui.
Não costumo escutar esses cantores, grupos e por isso não conhecia as letras e as performances apresentadas por eles. Basicamente, um misto de batidas de rap com letras que falam de sexo (com muito pouco conteúdo) e coreografias bizarras. Surpresa atrás de surpresas.
Sem querer ser moralista, penso no publico que escuta tudo isso. A sociedade americana é regada de conceitos aos quais cultuam o ser o melhor e desprezar totalmente os que não são tão bons. Pensei nas escolas e nos valores que essa cultura, das músicas, remete. E o pior, tendência lá, logo tendência aqui. Como já é.
Eu, ingenuamente, pensava que o funk carioca fosse um movimento que obteve sucesso com "pernas próprias", mas não é. Claro, nos EUA não há bailes funks, nem Tatis, porém a tendência da sexualidade e sensualidade exacerbada nas músicas está presente.Ela é a bola da vez, é o que faz a indústria cultural mundial lucrar. Triste, preocupante e perigoso.
Ah, a única coisa que salvou a noite foi o vídeo da banda Het Hot Chilli Pepers, no qual agradeciam comicamente o prêmio conquistado com um discurso clichê, em forma de rap. Só mais uma coisa, gosto de rap, funk (dos anos 70) e prefiro mil vezes a música brasileira. Imagem:The Pussycats Dolls-Divulgação

Saturday, February 03, 2007

7ª Arte

Little Miss Sunshine
-Conhece Marcel Proust? -O cara que você ensina?
-Sim, escritor Francês.Um perdedor total. Nunca teve um emprego de verdade. Teve amores não correspondidos. Gay. Passou vinte anos escrevendo um livro que quase ninguém leu. Mas ele deve ser, provavelmente, o melhor escritor desde Shakespeare.
Enfim, ele chegou ao fim de sua vida, olhou pro passado e se deu conta que todos aqueles anos em que sofreu foram os melhores da vida dele, pois mostraram à ele quem ele era.
Todos os ano que em que era feliz? Sabe, total disperdício.Não aprendeu nada.....
Little Miss Sunshine, EUA.2006.
Direção:Jonathan Dayton e Valerie Faris Fotos:Divulgação.

Tuesday, January 02, 2007

Stickers

A arte de rua no trânsito de Campinas : Jovens tentam mudar a paisagem visual do centro urbano com a colagem de adesivos artísticos. As pessoas mais atentas que transitam pelas ruas dos grandes centros urbanos, podem ter notado, em algumas placas e semáforos, imagens que vão além das mensagens propostas pelo código nacional de trânsito. O sticker, imagens impressas em alguma espécie de papel autocolante, é uma forma de arte de rua presente na cidade. “O sticker serve para tentar deixar as pessoas curiosas. Quero que elas percebam que entre os semáforos, concretos existe arte, protesto”, conta a Antropóloga e mestranda da Unicamp, Fernanda Sunega, que há três anos cola stickers pela cidade.
As imagens de stickers encontradas pelas ruas são variadas. Os desenhos são escolhidos livremente, de acordo com a mensagem que o autor queira informar e, muitas vezes, acabam se transformando na identificação do autor dentro do movimento dos stickers. “A minha intenção era fazer sticker de mulheres que são personalidades na militância feminista, aí comecei com a Angela Davis.Ela é referência no feminismo e tem uma grande história de vida que muita gente não conhece”, diz Fernanda que também é pesquisadora do movimento Hip-Hop e de rádios comunitárias.
O estudante de 17 anos, que prefere se identificar por “D. Sapuhh” conta que a pratica do sticker se divide em três modalidades, diferenciada pela material usado no trabalho. “Chamamos de ‘stick” o trabalho feito em papel adesivo e de ‘vinil’ são as imagens em plástico adesivas.Outro tipo de sticker são os “lambes”, que são feitos em papel normal e são fixados com cola branca ou com uma massa liquida feita de farinha ou polvilho”, diz o estudante que faz stickers há cerca de 4 meses.
Os locais escolhidos para se fazer as colagens são os que possuem maior circulação de pessoas, por isso é comum encontrar os adesivos em ruas como Francisco Glicério, Orosimbo Maia e nas proximidades da prefeitura e do centro de convivência da cidade de Campinas. “Escolhemos estas ruas porque queremos chamar a atenção. Não há problemas se alguém vá e arranque o adesivo, por que fomos notados. A pessoa questionará do que se trata aquilo”, afirma Sapuhh.
Tanto a antropóloga quanto o estudante contam que nunca tiveram problemas quando estavam fazendo as colagens e dizem fixar seus trabalhos em locais das placas que não venham a interferir a sinalização. “Eu colo a maioria atrás das placas ou em alguma parte que não interfira na mensagem dela, não atrapalhe a sinalização. Não adianta agente quere passa uma mensagem atrapalhando outra”, conta Sapuhh que gosta de fazer seus trabalhos com imagens que alertem contra o preconceito.
Obey e Shepard Farey
A prática do Sticker foi iniciada em 1989, pelo designer gráfico americano Shepard Fairey que criou o sticker “Obey o Giant”, disseminado com ajuda de amigos que colaram o stick por todo o país. Os stickers “Obey” se tornaram ícone de um movimento de protesto contra o poder político e o consumismo da sociedade atual e estão presentes em diversas galerias e ruas do mundo.
Legendas
Primeira e segunda imagem: Cleide Elizeu
Terceira imagem: Arquivo Sapuhh.
Ilustração: domínio "Obey"
Texto produzido para o "Jornal Saiba +" PUC-Campinas,2006.