Saturday, February 17, 2007

Arrasta a sandália....

Não se fazem sandálias como antigamente Indagações a fim de descobrir o problema das chinelas mordernas Essa semana, estava atravessando um a rua (ali na região do Castelo) e fui abordada por uma senhora que veio me questionar:
-Por favor, você sabe onde fica a Loja X (não lembro o nome)? É uma loja de sapatos. Respondi que não sabia. Então, a mulher se lamentou: -Olha, eu tava atravessando a outra rua e minha sandália arrebentou. Minha sandália não, a da minha irmã. Tinha pego emprestado. E assim percebi que a mulher arrastava o pé direito, numa tentativa de que o solado da sandália não saísse de seu pé. Seria uma forma de fazer com que o peito do pé daquela jovem senhora, não torrasse no asfalto sujo e quente das ruas de Campinas. Assim, terminamos de atravessar a rua e minha caxola se incomodou com o fato de as sandálias arrebentarem em demasia ultimamente. Semana passada, a minha irmazinha pegou uma rasteirinha emprestada e saiu.Ela ía se encontrar com a minha irmã mais velha, mas acabou se perdendo no centro da cidade. Para se localizar, ela ligou aqui em casa. Papo vem, papo vai e, minha irmã, enquanto atravessava a rua, indagou:
-Ai, eu não acredito!!
E a história se repetia, agora na Campos Salles. A coitada estava atravessando a rua e a sandália arrebentou. Eu não me aguentava de tanto rir....hauahua...Mas enfim, a Kamilla, sentou na calçada da Auto Escola Catedral e teve que esperar minha outra irmã buscá-la. Ela ganhou uma sandália nova. E eu fiquei sem a minha rasteirinha. E para fechar a história na Revista Metropole, publicada no jornal Correio Popular do domingo passado, a coluna da Sheila Roseli continha a mesma história. A jornalista teve sua sandália quebrada no meio da rua. Qual será o problema dessas sandálias modernas? Será que a cola usada não cola tão bem quanto a cola de antigamente? Será que os fabricantes de sandálias estão fazendo um complô para que quebremos nossas sandálias periodicamente, para que compremos as novas sandálias da Ivete Sangalo?Será que eles não sabem que a grande maioria das mulheres adoram ter diversos pares de sapatos diferentes e, por isso, não deixarão de comprar os lançamentos? Meu deus, onde estão os fabricantes daquelas sandálias Ortopé, de couro marron, que usavamos quando eramos pequenos? Alguem se recorda de alguma criança as tiras das suas sandálias horrendas quebradas no meio da rua? Eu não me lembro. E confesso, ando com receio de arrastar minhas sandálias por aí... Imagens: http://www.transoxiana.org/0104/Images/sandalias1.jpg http://www.beautyfashion.hpg.ig.com.br/chinelo.gif

Monday, February 05, 2007

Visões de Madame Esperancinha..

Capricórnio Você sabe que começou uma era em que sua alma terá de, novamente, depositar confiança nos relacionamentos humanos, mas ante isso ressuscitam os medos de outrora, resultantes das traições e mentiras que aconteceram.(Horóscopo-Oscar Quiroga.Correio Popular).
Não sou de acreditar muito nisso, mas quem me conhece tem que concordar que caiu como uma luva, não é?

Sunday, February 04, 2007

Tum, tum, tum...

American Music Awards
Versos pobres e picantes, poses sensuais e balançar a bundinha. Tendência mundial.[Sinal da cruz, três vezes]. Ontem à noite, tive o desprazer de acompanhar a entrega anual do prêmio American Music Awards (AMA), que destaca os "melhores" músicos norte-americanos. Criado em 1973 pela emissora da ABC, pertencente ao grupo Disney, os premiados são escolhidos com base em pesquisas feita diretamente com o publico.
Historinhas à parte, posso dizer que fiquei "boquiaberta" com o espetáculo que, só para situar os abençoados que não puderam ver, teve como alguns de seus apresentadores a "cantora" Britney Spears e a... ela é...a Paris Hilton (o que ela faz mesmo?). Luzes, trajes de gosto duvidosos e efeitos magníficos, como o ventilador que fazia com que as madeixas brilhantes e "totalmente naturais" das cantoras esvoaçassem, foram parte do circo que tentavam fazer daquela apresentação, de fato, uma apresentação.
Os "sucessos" do momento estavam ali. Beyoncé, Snoopy Dogg, Nelly Furtado, The Pussycats Dolls e mais um tantão de cantores que, creio eu, vendem CD pra caramba e fazem a Indústria Cultural lucrar muito. Nomes que, claro, também são bem conhecidos por aqui.
Não costumo escutar esses cantores, grupos e por isso não conhecia as letras e as performances apresentadas por eles. Basicamente, um misto de batidas de rap com letras que falam de sexo (com muito pouco conteúdo) e coreografias bizarras. Surpresa atrás de surpresas.
Sem querer ser moralista, penso no publico que escuta tudo isso. A sociedade americana é regada de conceitos aos quais cultuam o ser o melhor e desprezar totalmente os que não são tão bons. Pensei nas escolas e nos valores que essa cultura, das músicas, remete. E o pior, tendência lá, logo tendência aqui. Como já é.
Eu, ingenuamente, pensava que o funk carioca fosse um movimento que obteve sucesso com "pernas próprias", mas não é. Claro, nos EUA não há bailes funks, nem Tatis, porém a tendência da sexualidade e sensualidade exacerbada nas músicas está presente.Ela é a bola da vez, é o que faz a indústria cultural mundial lucrar. Triste, preocupante e perigoso.
Ah, a única coisa que salvou a noite foi o vídeo da banda Het Hot Chilli Pepers, no qual agradeciam comicamente o prêmio conquistado com um discurso clichê, em forma de rap. Só mais uma coisa, gosto de rap, funk (dos anos 70) e prefiro mil vezes a música brasileira. Imagem:The Pussycats Dolls-Divulgação

Saturday, February 03, 2007

7ª Arte

Little Miss Sunshine
-Conhece Marcel Proust? -O cara que você ensina?
-Sim, escritor Francês.Um perdedor total. Nunca teve um emprego de verdade. Teve amores não correspondidos. Gay. Passou vinte anos escrevendo um livro que quase ninguém leu. Mas ele deve ser, provavelmente, o melhor escritor desde Shakespeare.
Enfim, ele chegou ao fim de sua vida, olhou pro passado e se deu conta que todos aqueles anos em que sofreu foram os melhores da vida dele, pois mostraram à ele quem ele era.
Todos os ano que em que era feliz? Sabe, total disperdício.Não aprendeu nada.....
Little Miss Sunshine, EUA.2006.
Direção:Jonathan Dayton e Valerie Faris Fotos:Divulgação.

Tuesday, January 02, 2007

Stickers

A arte de rua no trânsito de Campinas : Jovens tentam mudar a paisagem visual do centro urbano com a colagem de adesivos artísticos. As pessoas mais atentas que transitam pelas ruas dos grandes centros urbanos, podem ter notado, em algumas placas e semáforos, imagens que vão além das mensagens propostas pelo código nacional de trânsito. O sticker, imagens impressas em alguma espécie de papel autocolante, é uma forma de arte de rua presente na cidade. “O sticker serve para tentar deixar as pessoas curiosas. Quero que elas percebam que entre os semáforos, concretos existe arte, protesto”, conta a Antropóloga e mestranda da Unicamp, Fernanda Sunega, que há três anos cola stickers pela cidade.
As imagens de stickers encontradas pelas ruas são variadas. Os desenhos são escolhidos livremente, de acordo com a mensagem que o autor queira informar e, muitas vezes, acabam se transformando na identificação do autor dentro do movimento dos stickers. “A minha intenção era fazer sticker de mulheres que são personalidades na militância feminista, aí comecei com a Angela Davis.Ela é referência no feminismo e tem uma grande história de vida que muita gente não conhece”, diz Fernanda que também é pesquisadora do movimento Hip-Hop e de rádios comunitárias.
O estudante de 17 anos, que prefere se identificar por “D. Sapuhh” conta que a pratica do sticker se divide em três modalidades, diferenciada pela material usado no trabalho. “Chamamos de ‘stick” o trabalho feito em papel adesivo e de ‘vinil’ são as imagens em plástico adesivas.Outro tipo de sticker são os “lambes”, que são feitos em papel normal e são fixados com cola branca ou com uma massa liquida feita de farinha ou polvilho”, diz o estudante que faz stickers há cerca de 4 meses.
Os locais escolhidos para se fazer as colagens são os que possuem maior circulação de pessoas, por isso é comum encontrar os adesivos em ruas como Francisco Glicério, Orosimbo Maia e nas proximidades da prefeitura e do centro de convivência da cidade de Campinas. “Escolhemos estas ruas porque queremos chamar a atenção. Não há problemas se alguém vá e arranque o adesivo, por que fomos notados. A pessoa questionará do que se trata aquilo”, afirma Sapuhh.
Tanto a antropóloga quanto o estudante contam que nunca tiveram problemas quando estavam fazendo as colagens e dizem fixar seus trabalhos em locais das placas que não venham a interferir a sinalização. “Eu colo a maioria atrás das placas ou em alguma parte que não interfira na mensagem dela, não atrapalhe a sinalização. Não adianta agente quere passa uma mensagem atrapalhando outra”, conta Sapuhh que gosta de fazer seus trabalhos com imagens que alertem contra o preconceito.
Obey e Shepard Farey
A prática do Sticker foi iniciada em 1989, pelo designer gráfico americano Shepard Fairey que criou o sticker “Obey o Giant”, disseminado com ajuda de amigos que colaram o stick por todo o país. Os stickers “Obey” se tornaram ícone de um movimento de protesto contra o poder político e o consumismo da sociedade atual e estão presentes em diversas galerias e ruas do mundo.
Legendas
Primeira e segunda imagem: Cleide Elizeu
Terceira imagem: Arquivo Sapuhh.
Ilustração: domínio "Obey"
Texto produzido para o "Jornal Saiba +" PUC-Campinas,2006.